quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Como fazer seu HIPERTEXTO

Como fazer seu Hipertexto
Um mapa do ambiente virtual bem organizado pode ser a principal ferramenta de navegação, não somente uma lista de links. Através do mapa do ambiente virtual tem-se uma visão geral da organização, da extensão e do fluxo narrativo de sua apresentação. Há várias situações que devem ser evitadas na organização de hipertextos como:


1. A estrutura dos hipertextos tem que ser lógica e previsível, não se pode ter um amontoado de links que não tenha um propósito significativo, como mostra esquematicamente na figura a seguir:



Figura 1: Estrutura de hipertexto aleatória. (Web Style Guide, 2003).


2.Os ambientes virtual que têm a característica hierárquica de informações demasiadamente "rasas" podem ter uma lista enorme de menus acarretando confusão para o usuário, como mostra o modelo a seguir:


Figura 2: Estrutura de hipertexto rasa. (Web Style Guide, 2003).


3. Esquemas de menu também podem ser demasiadamente profundos, disponibilizando as informações debaixo de diversas páginas de menus, fazendo com que a navegação através das páginas torne-se cansativa e frustrante, como mostra o exemplo a seguir:



Figura 3: Estrutura de hipertexto profunda. (Web Style Guide, 2003).


Um dos principais problemas durante a navegação em hipertexto é a falta de organização das informações, pois o usuário precisa saber o local em que se encontra no site. Na figura abaixo a Web Style Guide (2003) apresenta um modelo onde às informações estão disponibilizadas de modo que o usuário possa navegar nas páginas voltando e avançando de forma organizada:



Figura 4: Estrutura de hipertexto organizada. (Web Style Guide, 2003).




Para Chartier (2001), a história da leitura mostra com clareza que as mudanças na ordem das práticas são geralmente mais lentas do que as revoluções tecnológicas. Segundo Couloun (1995) citando Willian Orgbun (1929), no livro a Escola de Chicago, ele estudou o conceito de distância cultural no contexto da influência da tecnologia e do impacto das invenções sobre o desenvolvimento social. Para ele, as mudanças provocam tensões em virtude da demora necessária para a assimilação dos progressos tecnológicos e das descobertas científicas, pelas instituições sociais e pelos indivíduos acomodados a sua própria cultura. Contudo, os indivíduos são obrigados a adaptar-se a esta nova realidade, mas ao custo de uma desorganização. Assim, os problemas sociais que os indivíduos enfrentam surgem do fato de que os aspectos materiais da cultura tendem a modificar-se com mais rapidez que seus traços psicológicos.
Durante muito tempo, os textos produzidos em códice nada mais eram do que a transposição do conteúdo dos rolos. Com o desenvolvimento tecnológico, foram desenvolvidas técnicas de redação para os novos suportes. Hoje em dia, geralmente, os ambientes virtuais não passam de uma transposição do material produzido em suporte estático, apontando para a necessidade de uma mudança de paradigma que considere os padrões para o texto em suporte eletrônico.
Quando a tecnologia da escrita se disseminou, provocou profundas mudanças na prática educativa, assim como ocorre hoje com o advento das novas tecnologias. Atualmente, não é possível vislumbrar um processo de ensino-aprendizagem sem um material escrito, oferecido em suporte estático e em suporte eletrônico, permitindo a convivência harmônica entre tecnologias modernas e antigas.
Georg Simmel (1987), em seu artigo “A Metrópole e a Vida Mental”, caracterizou a situação do indivíduo na sociedade moderna como ponto de interseção de vários mundos. O reconhecimento da diferença como elemento construtivo da sociedade, não só o conflito, mas a troca, a aliança e a interação em geral, constituem a própria vida social através da experiência, da troca e do reconhecimento explícito ou implícito de interesses e valores diferentes. Portanto, pode-se dizer que os ambientes virtuais promovem a troca entre indivíduos e, assim, proliferam-se pela internet grupos de discussão, salas de bate-papo virtual, fóruns de assuntos específicos, listas de contato para troca de mensagens, entre outros. Vários aspectos da sociabilidade humana estão ocorrendo através dos recursos das tecnologias de informação e de comunicação, compondo um novo cenário de relacionamentos. Cada vez mais, se faz necessário o estudo das tecnologias que possibilitem a interatividade entre professor e aluno, para a inclusão destas tecnologias no processo de ensino-aprendizagem.

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